Não resisti a passar aqui e contar as boas novas.
O Bruno mostrou-me hoje o primeiro resultado da tentativa de adaptação dos meus sonetos em canção.
A partir do soneto ele criou outra letra... e sou obrigada a dizer que me apaixonei à primeira vista.
Bem, se vai ficar essa letra ou ela será ainda lapidada pelas exigentes mãos do Vê eu ainda não sei... mas estamos agora em busca de uma melodia... daquelas com uma frase que se repete ciclicamente, como pede a ideia central da canção.
Curioso pra saber o resultado a que chegou o Bruno?
Aí vai... saboreie.
Eu AMEI.
Quantas voltas nós damos?
Quanto tempo nós somos?
Quando é que nós vamos descer?
Quanto mais rodamos
Mais parados estamos
Cromossomos, heranças do ser
Viver cada volta é
Uma prova da fé
É tanta saudade do chão, que pulamos...
Quanto mais nos lembramos
Esquecemos dos planos
Quando é que nós vamos crescer?
Em um ciclo constante
De uma roda gigante
Estaremos no alto pra ver?
A rotina e a beleza
Próprias da natureza
É tanta saudade da dor, que amamos...
segunda-feira, 12 de julho de 2010
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Soneto com emenda
Será que a emenda ficou pior que o soneto?
Comentei dias atrás que tinha feito um soneto quebrado de avião (dois, na verdade... o outro está um bocadinho mais abaixo, no blog) e acabo de encontrar uma emenda pra ele (e esse tem nome próprio, viu?).
Já que o Vê disse que dava "samba", segue aí pra apreciação.
Depois eu conto como ele se transformou em música, tá?
I promise!
=)
Roda gigante
A vida da gente é uma roda gigante
Com altos e baixos num ciclo constante
Quantas voltas damos? Não dá pra prever
O tempo na roda, o tempo de ser
Viver cada volta é muito importante
Pois não só no alto que vale o instante
Às vezes somente do chão que você
Se ergue o bastante e então pode ver
Que a vida é um momento, um prazer que nos damos
Controle e certeza não constam nos planos
De sua rotina que emana a beleza
Dos altos e baixos toda a natureza
De estar indo e vindo nos ciclos que somem
Da efêmera e bela jornada do homem
Comentei dias atrás que tinha feito um soneto quebrado de avião (dois, na verdade... o outro está um bocadinho mais abaixo, no blog) e acabo de encontrar uma emenda pra ele (e esse tem nome próprio, viu?).
Já que o Vê disse que dava "samba", segue aí pra apreciação.
Depois eu conto como ele se transformou em música, tá?
I promise!
=)
Roda gigante
A vida da gente é uma roda gigante
Com altos e baixos num ciclo constante
Quantas voltas damos? Não dá pra prever
O tempo na roda, o tempo de ser
Viver cada volta é muito importante
Pois não só no alto que vale o instante
Às vezes somente do chão que você
Se ergue o bastante e então pode ver
Que a vida é um momento, um prazer que nos damos
Controle e certeza não constam nos planos
De sua rotina que emana a beleza
Dos altos e baixos toda a natureza
De estar indo e vindo nos ciclos que somem
Da efêmera e bela jornada do homem
terça-feira, 6 de julho de 2010
Soneto quebrado de avião
Como comentei no último post, dias atrás, durante um voo de volta ao Brasil, resolvi escrever um soneto. A bem da verdade, tentava fazer uma música, mas, como já disse, me perdi no caminho que leva da angústia à melodia e acabei conseguindo só traçar algumas linhas tortas, sem métrica e com um pouco de rima.
O engraçado é que jurava ter feito um soneto (dois, na verdade)... só mais tarde, ao relê-los, foi que me dei conta de que faltava uma estrofe em cada um. Sonetos têm dois quartetos e dois tercetos, como é sabido. Em meu cansaço durante a viagem, comi a última estrofe de ambos e, embora aquilo soasse estranho, não conseguia, na altura, me dar conta do erro.
Foi divertido perceber a falha e resolvi tentar salvar o pobre do soneto quebrado.
Ainda falta um... mas confesso que nem me atrevi a tentar salvá-lo ainda. Se e quando conseguir, eu mostro aqui o resultado. O Vê disse que dá "samba"... hehee.
Soneto quebrado de avião
Todo sonho que se alimenta
É maior na espera que a conquista
A imaginação sempre o aumenta
E o torna mágico, a perder de vista
Viajar e conhecer o mundo
Escrever um livro, encantar plateias
Ser famoso em questão de segundo
Quebrar recordes, estar de férias
Tudo vai do êxtase ao castigo
Se a vitória não for partilhada
Se no porto não há despedida
Nem regresso aos braços de um amigo
Se o prazer com que se vive a vida
For sozinho nessa caminhada
=)
O engraçado é que jurava ter feito um soneto (dois, na verdade)... só mais tarde, ao relê-los, foi que me dei conta de que faltava uma estrofe em cada um. Sonetos têm dois quartetos e dois tercetos, como é sabido. Em meu cansaço durante a viagem, comi a última estrofe de ambos e, embora aquilo soasse estranho, não conseguia, na altura, me dar conta do erro.
Foi divertido perceber a falha e resolvi tentar salvar o pobre do soneto quebrado.
Ainda falta um... mas confesso que nem me atrevi a tentar salvá-lo ainda. Se e quando conseguir, eu mostro aqui o resultado. O Vê disse que dá "samba"... hehee.
Soneto quebrado de avião
Todo sonho que se alimenta
É maior na espera que a conquista
A imaginação sempre o aumenta
E o torna mágico, a perder de vista
Viajar e conhecer o mundo
Escrever um livro, encantar plateias
Ser famoso em questão de segundo
Quebrar recordes, estar de férias
Tudo vai do êxtase ao castigo
Se a vitória não for partilhada
Se no porto não há despedida
Nem regresso aos braços de um amigo
Se o prazer com que se vive a vida
For sozinho nessa caminhada
=)
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Lágrimas na fornalha da criação
Diz o senso comum que mágoa retida causa câncer, por isso as lágrimas são tão importantes. Mas, como me disse ainda hoje uma amiga, é uma pena que as lágrimas sozinhas não sejam suficientes para levar toda a dor embora...
É aí que entra a magia da arte. Ela é o fogo que transforma a pedra bruta em joia rara.
Dias atrás, em meio a turbilhões de sentimentos, quis fazer uma música. Como ainda não conheço a fundo os mistérios da composição, não consegui encontrar o caminho que me levasse da angústia à melodia... mas consegui fazer dois pseudopoemas. O Vê já me disse que dá pra fazer canção. Fiquei feliz e joguei a bomba nas mãos dele, mas ainda estou trabalhando nos dois. Já já os mostro por aqui.
=)
É aí que entra a magia da arte. Ela é o fogo que transforma a pedra bruta em joia rara.
Dias atrás, em meio a turbilhões de sentimentos, quis fazer uma música. Como ainda não conheço a fundo os mistérios da composição, não consegui encontrar o caminho que me levasse da angústia à melodia... mas consegui fazer dois pseudopoemas. O Vê já me disse que dá pra fazer canção. Fiquei feliz e joguei a bomba nas mãos dele, mas ainda estou trabalhando nos dois. Já já os mostro por aqui.
=)
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Turnê pela Europa
Turnê pela Europa... mas já???
HUahuhaaa, não chega a tanto (ainda, quem sabe?), mas acabei de passar uns dias em Lisboa e... pasmem: nem contei pro Bruno e pro Vê ainda, mas recebemos um convite para cantar as músicas do "Estrada e Vários" num lugar top lá do "Bairro Alto" (lugar badaladíssimo da noite na capital).
O point se chama |Oitonove|, assim, tudo junto... e tem três donos (um casal brasileiro apaixonante e um gajo português muito "giro").
Confesso que não planejava voltar a Lisboa em breve... mas já estou reconsiderando meus planos.
Aposto que os meninos também vão sentir uma coceirinha boa.
Heheee!
HUahuhaaa, não chega a tanto (ainda, quem sabe?), mas acabei de passar uns dias em Lisboa e... pasmem: nem contei pro Bruno e pro Vê ainda, mas recebemos um convite para cantar as músicas do "Estrada e Vários" num lugar top lá do "Bairro Alto" (lugar badaladíssimo da noite na capital).
O point se chama |Oitonove|, assim, tudo junto... e tem três donos (um casal brasileiro apaixonante e um gajo português muito "giro").
Confesso que não planejava voltar a Lisboa em breve... mas já estou reconsiderando meus planos.
Aposto que os meninos também vão sentir uma coceirinha boa.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Posso enviar um MP3?
Tempos de retribalização, a aldeia global de clic em clic!
Penso na letra de músicas dentro desse contexto, como uma ponte entre o criador e o seu mundo, fazer link, estabelecer contato e firmar um enlace capaz de durar mais de três míseros minutos. A produção musical nunca esteve tão acelerada, as gravadoras não nos empurram mais seus enlatados, os amigos tratam de fazer isso, todo mundo conhece uma banda, e toda banda grava seu CD. Gravar hoje é mais fácil que comprar um tonante na década de oitenta. Há uma proliferação de MP3s, blogs, flogs, orkut, myspace e zilhões de derivados. Sites de gravadoras de nome, com espaço cyber pra você enviar seu quinhão em bytes! Mas, porém, entreTANTOS, ademais, (ademais foi inusitado!!!) não há recados, não há ponte poética, não há ideia que realmente chape! Salvo uma ou outra aqui e ali, a grande maioria não consegue estabelecer comunicação, aponta suas metralhadoras para o universo digital e deixa rolar seus bytes para pastas e mais pastas de PCs que serão formatados, mais cedo ou mais tarde.
Ok! Isso é o “mercado”, não o de compra e venda, mas o do interesse, eu mesmo já escutei várias bandas uma única vez! (ainda bem que as músicas já são dadas.) Já sei de produtor que cobra pra ouvir o que mandam pra ele. Dependendo do valor, você terá uma assessoria parcial ou uma total. Vai depender de quanto você tem pra apostar. Nunca a mulecada teve tanto acesso a instrumentos, antes vistos apenas no cinema, ou numa revista importada. Nunca se teve tanto tempo pra gastar dentro de um estúdio, e também poder trabalhar pré-produção em multi-tracks em seu quarto! Se quiser saber uma escala, veja no youtube, se quiser a tablatura, baixe um programa que ele faz, se quiser isso ou aquilo você consegue. E blábláblá.... bom o que tem isso com letra? Ai está o pecado! Ou a letra não diz nada, ou se sucumbe dentro do universo e nos deixa incapazes de estabelecer um elo. O mundo musical é o mundo das ideias, e as ideias precisam ser cativantes, precisam provocar algo dentro de nós, se for mistério, há de ter alguma fagulha, algum vestígio que me dê a chance de estar junto, dentro da canção, se for simples, há de ser, no mínimo, bela! Hoje quando me dizem "Vou montar uma banda, você pode me dar algum conselho?" Eu respondo: "Sim, o que você tem a dizer? É somente disso que depende todo o restante."
By Vê Domingos.
Penso na letra de músicas dentro desse contexto, como uma ponte entre o criador e o seu mundo, fazer link, estabelecer contato e firmar um enlace capaz de durar mais de três míseros minutos. A produção musical nunca esteve tão acelerada, as gravadoras não nos empurram mais seus enlatados, os amigos tratam de fazer isso, todo mundo conhece uma banda, e toda banda grava seu CD. Gravar hoje é mais fácil que comprar um tonante na década de oitenta. Há uma proliferação de MP3s, blogs, flogs, orkut, myspace e zilhões de derivados. Sites de gravadoras de nome, com espaço cyber pra você enviar seu quinhão em bytes! Mas, porém, entreTANTOS, ademais, (ademais foi inusitado!!!) não há recados, não há ponte poética, não há ideia que realmente chape! Salvo uma ou outra aqui e ali, a grande maioria não consegue estabelecer comunicação, aponta suas metralhadoras para o universo digital e deixa rolar seus bytes para pastas e mais pastas de PCs que serão formatados, mais cedo ou mais tarde.
Ok! Isso é o “mercado”, não o de compra e venda, mas o do interesse, eu mesmo já escutei várias bandas uma única vez! (ainda bem que as músicas já são dadas.) Já sei de produtor que cobra pra ouvir o que mandam pra ele. Dependendo do valor, você terá uma assessoria parcial ou uma total. Vai depender de quanto você tem pra apostar. Nunca a mulecada teve tanto acesso a instrumentos, antes vistos apenas no cinema, ou numa revista importada. Nunca se teve tanto tempo pra gastar dentro de um estúdio, e também poder trabalhar pré-produção em multi-tracks em seu quarto! Se quiser saber uma escala, veja no youtube, se quiser a tablatura, baixe um programa que ele faz, se quiser isso ou aquilo você consegue. E blábláblá.... bom o que tem isso com letra? Ai está o pecado! Ou a letra não diz nada, ou se sucumbe dentro do universo e nos deixa incapazes de estabelecer um elo. O mundo musical é o mundo das ideias, e as ideias precisam ser cativantes, precisam provocar algo dentro de nós, se for mistério, há de ter alguma fagulha, algum vestígio que me dê a chance de estar junto, dentro da canção, se for simples, há de ser, no mínimo, bela! Hoje quando me dizem "Vou montar uma banda, você pode me dar algum conselho?" Eu respondo: "Sim, o que você tem a dizer? É somente disso que depende todo o restante."
By Vê Domingos.
sábado, 19 de junho de 2010
Canta Onze Esconderijos!
Ontem aconteceu algo delicioso.
Estava dando aulas (pra quem não sabe, sou professora universitária) e meus alunos do segundo período de Letras resolveram implicar comigo porque fui com a outra turma (3° período) a um espaço cultural da cidade e cantei pra eles. Então, queriam que eu cantasse ali mesmo, na sala de aula, a capella, sem violão, no seco!
Oh, céus... eu me meto em cada situação!
Cantei, né? Fazer o quê! (Oh, tristeza! Risos)
Cantei e, em seguinda, consegui dar meu recado (aula) após prometer que no final da aula cantaria mais alguma coisa.
(Realmente, é meio complicado estudar sintaxe gerativista após saborear uma música agradável... então, nada como uma motivaçãozinha para resultar!)
Aula concluída, achei que teriam se esquecido... mas lá veio um cobrando: "E a música, professora?"
Foi naquele momento que me veio a dúvida cruel:
"E agora, o que é que eu vou cantar?"
Sabe quando fogem todas da lembrança?
Letras, melodias... eu não tinha a mínima ideia do que sairia cantando assim, do nada, após uma aula de sintaxe. Afff!
Foi quando ouvi:
"Canta Onze Esconderijos!"
Gente, pareceu surreal! Que sensação gostosa ouvir algo assim a respeito de uma música que só foi divulgada aqui pelo blog.
Cantei, claro!
Amaram a música, amaram que eu cantasse pra eles algo "inédito"...
Saímos todos felizes de lá.
Onze esconderijos começa a deixar de se esconder!
Não é lindo?
=)
Estava dando aulas (pra quem não sabe, sou professora universitária) e meus alunos do segundo período de Letras resolveram implicar comigo porque fui com a outra turma (3° período) a um espaço cultural da cidade e cantei pra eles. Então, queriam que eu cantasse ali mesmo, na sala de aula, a capella, sem violão, no seco!
Oh, céus... eu me meto em cada situação!
Cantei, né? Fazer o quê! (Oh, tristeza! Risos)
Cantei e, em seguinda, consegui dar meu recado (aula) após prometer que no final da aula cantaria mais alguma coisa.
(Realmente, é meio complicado estudar sintaxe gerativista após saborear uma música agradável... então, nada como uma motivaçãozinha para resultar!)
Aula concluída, achei que teriam se esquecido... mas lá veio um cobrando: "E a música, professora?"
Foi naquele momento que me veio a dúvida cruel:
"E agora, o que é que eu vou cantar?"
Sabe quando fogem todas da lembrança?
Letras, melodias... eu não tinha a mínima ideia do que sairia cantando assim, do nada, após uma aula de sintaxe. Afff!
Foi quando ouvi:
"Canta Onze Esconderijos!"
Gente, pareceu surreal! Que sensação gostosa ouvir algo assim a respeito de uma música que só foi divulgada aqui pelo blog.
Cantei, claro!
Amaram a música, amaram que eu cantasse pra eles algo "inédito"...
Saímos todos felizes de lá.
Onze esconderijos começa a deixar de se esconder!
Não é lindo?
=)
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